Um novo recurso para os processos de cura física e mental

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), através do curso de Arquitetura Paisagista, está a realizar estudos com vista à implementação de “jardins terapêuticos” em espaços hospitalares e instituições sociais, procurando demonstrar a sua mais-valia na promoção da saúde do bem-estar físico, social e psicológico dos utentes.

Lifeways Therapy Centre – Stratford – UK

Segundo Frederico Meireles, docente e investigador da UTAD, “as áreas residenciais com jardins de proximidade, têm provado ter menor ocorrência de problemas de saúde do foro psicológico. Simultaneamente promovem a interação social e o sentimento comunitário, oferecendo oportunidades de escape às atividades diárias exigentes e espaços para exercício físico. São assim essenciais para a restauração mental e alívio do stresse. Nesta medida, as zonas urbanas próximas dos espaços verdes são mais seguras e menos propensas à violência e ao vandalismo”.

É justamente a vocação dos parques e jardins para a regeneração mental e física do ser humano que vem merecendo a atenção da UTAD, procurando-se com o seu estudo, projeto e implementação ver provada uma eficiente redução dos custos com a saúde e segurança das sociedades urbanas.

The Fockele Garden Company – Georgia – USA

O interesse por esta linha de investigação na UTAD foi iniciado pela docente e arquiteta paisagista Sandra Costa, que estudou os espaços terapêuticos e restaurativos, utilizando como caso de estudo o campus do Hospital Pedro Hispano, no Porto. Por outro lado, trabalhos e publicações dos últimos três anos no âmbito de um projeto de investigação europeu sobre Hortas Urbanas na Europa, dirigido por Frederico Meireles tem igualmente evidenciado a importância destes espaços para as comunidades e o seu contributo para o bem-estar e restauração mental.

West Park Hospital – Toronto

Entretanto, e no âmbito deste mesmo projeto, a jovem investigadora Lina Fernandes tem vindo a estudar o caso da quinta da Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real, com o intuito de desenvolver um espaço exterior adaptado às necessidades terapêuticas. Mais recentemente o projeto final de mestrado de arquitetura paisagista de Guilherme Fernandes, focou o campus da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), em Sabrosa, tendo resultado no projeto de um espaço adaptado a utilizadores com necessidades especiais e com capacidade de auxiliar as terapias no espaço exterior.

Outros estudos em desenvolvimento em parques e jardins, pelos professores Frederico Meireles e Sandra Costa, têm também focado o comportamento das pessoas, a sua perceção e a relação emocional que estabelecem com os espaços exteriores.

Centre for the Unknown – Fund Champalimaud – Lisboa

Texto: Gabinete de Comunicação e Imagem da UTAD (mailto:gci@utad.pt).

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